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Zé Vaqueiro revela planos para o Dia dos Pais: como conciliar shows e família no “dia único”

A vida de um artista sertanejo é uma verdadeira maratona. Entre uma cidade e outra, os shows se multiplicam e o cansaço bate à porta. Mas alguns momentos sagrados estão acima de qualquer agenda. Para Zé Vaqueiro, o Dia dos Pais é um deles. Mesmo com uma apresentação marcada em São Paulo e outra logo depois em Recife, o cantor fez questão de traçar um plano especial.

Ele queria sair direto do palco e encontrar seu filho, Daniel, de apenas seis anos. A ideia era passar o domingo inteiro ao lado do menino, fruto do seu relacionamento anterior com Ingra Soares. "É um amor demais", confessou o artista, com um sorriso no rosto. "Vai ser um dia único". A correria da estrada pode esperar quando o assunto é aconchego de família.

Essa não é, no entanto, a única lembrança paternal que ele carrega no coração. Zé também é pai de Arthur, um bebê que veio ao mundo em julho do ano passado. O menino faleceu em junho deste ano, com apenas onze meses de vida. Ele tinha uma malformação congênita ligada à síndrome da trissomia do cromossomo 13. A dor dessa perda recente torna os momentos com o filho mais velho ainda mais valiosos e simbólicos.

A correria que não para

Junho, mês tradicional dos festejos juninos, foi intenso para o cantor. Foram nada menos que quarenta e seis apresentações em trinta dias. "Correria foi grande esses meses", admitiu. Ele conta que, mesmo antes do São João, a agenda já estava a todo vapor. O artista agradece por ter conseguido cumprir todos os compromissos e entregar bons espetáculos ao público.

Julho e agosto mantiveram o ritmo acelerado de shows por todo o país. E setembro promete seguir no mesmo compasso, com a agenda completamente lotada. Para Zé Vaqueiro, a gratidão pelo trabalho movimentado é o sentimento que prevalece. "Eu só tenho gratidão e tô me cuidando também para poder entregar bem os shows", afirmou. O cuidado com a saúde física e mental é parte essencial da rotina.

Para dar conta de tantos compromissos em um país de dimensões continentais, o músico precisou encontrar uma solução logística. A resposta veio na forma de um jatinho particular, adquirido há cerca de um ano. O avião não é apenas uma ferramenta de trabalho, mas também um meio de reconectar com a vida pessoal. "Nos dá também o poder descansar de certa forma, poder voltar para casa para ver a família", explicou.

Das dificuldades às conquistas

A realidade de hoje contrasta profundamente com os primeiros passos da carreira. No início, tudo era muito mais difícil e improvisado. Zé Vaqueiro relembra que, muitas vezes, precisava pedir um carro emprestado para ir aos shows. "Já teve, no começo da carreira, a gente perder show porque não emprestaram o carro para fazer", contou. Cada oportunidade era um desafio de logística.

As soluções criativas eram a única saída. Ele já viajou para apresentações no interior do Nordeste de moto. Em outra época, a equipe toda se espremia em uma Saveiro adaptada. O carro, originalmente de apenas dois lugares, era modificado para transportar todos. "Íamos para os interiores, fazia o show, depois voltava", recordou com um misto de saudade e alívio por ter superado aquela fase.

Essas memórias de dificuldade hoje servem como um termômetro para medir o valor das conquistas. O artista acredita que foi forjado na adversidade. "Acredito que a gente só é forjado, realmente, na dificuldade para poder aprender", refletiu. Para ele, crescer profissionalmente significa honrar cada etapa da jornada. Dar valor à própria história é parte fundamental desse processo.

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