Um homem foi preso em flagrante na última quinta-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele é suspeito de se passar por médico durante um atendimento domiciliar. O paciente era uma criança de dez anos que enfrenta um grave tumor cerebral. A situação veio à tona após a desconfiança da família.
A mãe da criança começou a estranhar algumas atitudes do suposto profissional durante as consultas em casa. Decidida a investigar, ela pesquisou o nome que ele usava na internet. Foi então que descobriu uma informação alarmante: a foto do médico registrado no conselho era de outra pessoa, completamente diferente. Imediatamente, ela levou o caso à delegacia.
Diante da denúncia, a Polícia Civil deu início a uma investigação. Os agentes constataram que o suspeito atuava no atendimento da criança desde outubro do ano passado. Durante todo esse período, ele prescreveu medicamentos, solicitou exames e emitiu encaminhamentos médicos. A situação só não foi ainda mais grave por causa da rápida ação da família.
Como o falso médico atuava
Diogo dos Santos Serpa, de 39 anos, foi detido no momento em que realizava um dos atendimentos. Ele afirmou aos policiais que cursava o último período de medicina. No entanto, os agentes encontraram com ele um carimbo e blocos de receituário em nome de outro médico, já devidamente registrado. Esse material foi todo apreendido como prova.
A investigação apurou que ele usava carimbos falsificados e se apropriava do número de registro de outro profissional no CRM. Com isso, dava uma aparência de legitimidade aos seus atos. Para uma família que já vive a angústia de um tratamento médico complexo, a descoberta é um golpe devastador. A confiança é a base de qualquer cuidado com a saúde.
A polícia também apreendeu receituários já carimbados com o nome do médico verdadeiro. A prática configura uma série de crimes graves. O suspeito foi autuado por exercício ilegal da medicina com fins lucrativos e uso de documento falso. Também responde por falsa identidade, estelionato tentado e por colocar em risco a vida e a saúde de outra pessoa.
A defesa do suspeito e o histórico
O advogado de Diogo Serpa ingressou com um pedido de habeas corpus na Justiça. A defesa argumentou que a prisão preventiva não seria necessária, uma vez que as provas para a investigação já teriam sido colhidas. O pedido alega que a simples existência de indícios não justifica automaticamente a custódia.
A tenta de evitar a prisão preventiva é comum em processos do tipo. No entanto, o histórico do suspeito preocupa as autoridades. De acordo com a polícia, Diogo Serpa já possui passagens pela justiça por outros crimes. O registro inclui falsidade ideológica, furto de medicamentos em farmácia e peculato.
Informações inacreditáveis como estas mostram a importância de sempre verificar as credenciais de um profissional de saúde. É um cuidado simples que pode evitar grandes tragédias. A família envolvida neste caso agiu com sagacidade ao confrontar suas dúvidas e buscar informações. Essa postura crítica é fundamental para a própria segurança.
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