O número de cirurgias plásticas nas mamas realizadas pelo SUS deu um salto nos últimos anos. Entre 2016 e 2025, o crescimento foi de mais de cinquenta por cento. Esse aumento reflete uma maior oferta e acesso a procedimentos importantes para a saúde.
É claro que a pandemia de covid-19 impactou esse ritmo. Em 2020, o total de operações caiu pela metade em comparação com anos anteriores. No entanto, a retomada foi forte e os números seguem em alta atualmente.
Esses dados foram compilados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O levantamento considera apenas cirurgias com indicação médica, não procedimentos estéticos. A análise abrange uma década de registros do sistema público.
Um panorama dos procedimentos mamários
Nos últimos dez anos, o SUS autorizou mais de noventa mil cirurgias plásticas mamárias. A grande maioria, mais de oitenta por cento, são plásticas mamárias femininas não estéticas. Isso inclui correções de deformidades congênitas e assimetrias severas.
Também entram nessa conta as reduções mamárias por hipertrofia, quando o tamanho dos seios causa dores nas costas e limita a mobilidade. Além disso, estão as cirurgias para tratar sequelas de doenças ou de tratamentos médicos anteriores. São intervenções que melhoram muito a qualidade de vida.
Outra parte significativa é destinada à reconstrução mamária após o câncer. Foram registradas milhares de internações para colocar próteses após mastectomias. Esse tipo de procedimento é fundamental para a recuperação psicológica e a autoestima de muitas mulheres.
A distribuição dessas cirurgias pelo país
A realização dessas cirurgias não é uniforme em todo o território nacional. O estado de São Paulo concentra sozinho um terço de todos os procedimentos. Em seguida, aparecem Minas Gerais e Rio de Janeiro na lista dos que mais realizam.
De forma geral, a região Sudeste responde por mais da metade de todas as cirurgias mamárias não estéticas e reconstrutivas do SUS. Essa concentração espelha a distribuição da rede hospitalar especializada e da população no país.
As outras regiões têm números menores, mas ainda assim relevantes. O Nordeste e o Sul aparecem na sequência, com milhares de procedimentos cada. Centro-Oeste e Norte completam o panorama, mostrando que o acesso existe, mas em escalas diferentes.
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