A distribuição do din público pelos nossos parlamentares sempre gera curiosidade. Afinal, para onde vai o recurso que eles têm o poder de indicar? Um levantamento recente traz um retrato claro das prioridades de um dos nomes na corrida presidencial. O foco dele parece ter sido muito específico ao longo do mandato.
O senador Flávio Bolsonaro destinou a maior parte de suas emendas parlamentares para duas áreas: defesa nacional e segurança pública. Desde que começou a indicar verbas, em 2020, ele direcionou mais de 40% do total para esses setores. Enquanto isso, outras pastas fundamentais receberam atenção mínima ou simplesmente foram ignoradas.
Essas emendas são uma ferramenta importante do Congresso. Os parlamentares podem indicar onde parte do orçamento federal será aplicada. A lei exige que metade desses recursos seja obrigatoriamente destinada à saúde. Fora isso, eles têm liberdade para escolher os temas que consideram mais urgentes.
Onde o dinheiro foi aplicado
Os números são bastante expressivos. Do total de R$ 364 milhões em emendas indicadas, 21,8% foram para a defesa nacional. Isso fez do senador o maior direcionador de verbas para essa área no Senado. Outros 19,4% foram para a segurança pública, colocando-o em segundo lugar nesse ranking entre os senadores.
Na prática, esses recursos financiam desde a modernização de unidades de saúde das Forças Armadas até ações de combate ao crime organizado. Uma parte significativa foi para programas de caráter nacional, mas o estado do Rio de Janeiro também recebeu uma fatia considerável dos repasses.
As áreas que ficaram de lado
Se segurança e defesa foram prioridade, o mesmo não se pode dizer de outros setores. Para a saúde, o parlamentar destinou 50,8% do total, apenas 0,8% acima do mínimo legal exigido. A educação recebeu uma fatia modesta de 0,8%, o que o coloca na 56ª posição no ranking de investimentos entre senadores.
Chama a atenção a lista de temas que não receberam nenhum centavo. Habitação, transporte, ciência e tecnologia, cultura, energia e agricultura ficaram completamente fora do radar das emendas do senador. Essa última é especialmente curiosa, dado o discurso pró-agronegócio que ele adota publicamente.
O contraste entre discurso e prática
A segurança pública é, de fato, um pilar central da campanha presidencial do senador. Ele já adiantou propostas para o setor e é autor ou coautor de dezenas de projetos de lei sobre o tema. No entanto, a efetividade dessas proposições é outra história. Em mais de sete anos no Senado, apenas duas propostas das quais participou viraram lei.
Uma delas isenta de IPVA veículos com mais de 20 anos de fabricação. A outra trata de fomento ao microcrédito. Nenhuma das duas tem ligação direta com segurança. A justificativa do mandato é que as emendas priorizam municípios em situação precária e que suas bandeiras, como saúde e segurança, são atendidas.
O caminho do dinheiro, no fim das contas, desenha um mapa mais concreto do que as promessas. Ele mostra para onde um parlamentar realmente acredita que os recursos devem fluir. As escolhas feitas ao longo dos anos falam por si só e oferecem um termômetro valioso para o eleitor. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
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