Você sempre atualizado

Apostas de Ancelotti para 2030 buscam consolidação na Europa

O horizonte da seleção brasileira começa a ganhar novos contornos. Carlo Ancelotti já tem os olhos postos no futuro, pensando na reconstrução do time para os próximos ciclos. Esse processo naturalmente vai misturar algumas caras já conhecidas com outros nomes que a torcida vai passar a acompanhar mais de perto.

Em uma conversa recente, o técnico italiano destacou um trio ofensivo que deve ser peça‑chave nessa nova fase. Estêvão, Rayan e Endrick aparecem como apostas centrais para os próximos anos. São jovens com caminhos diferentes, mas que compartilham o mesmo potencial para vestir a amarelinha com frequência.

O primeiro deles, Estêvão, parecia ter sua vaga garantida até a Copa passada. O atacante do Chelsea, de apenas 19 anos, vinha fazendo boas atuações e marcando gols nos amistosos de 2025. Uma lesão na coxa, porém, o tirou da competição no último momento. Sua volta aos gramados ainda busca o ritmo ideal depois de meses parado.

Outro que acabou fora da última Copa foi o centroavante João Pedro. O criado no Fluminense não conseguiu aproveitar suas chances nos testes prévios e foi preterido. Na reta final, Neymar ficou com a vaga. Recentemente, porém, ele mostrou seu faro de gol, marcando três vezes em um mesmo amistoso.

A consolidação de Rayan e a expectativa sobre Endrick

Com a baixa de Estêvão, quem ganhou espaço foi Rayan. O jovem de 19 anos, do Bournemouth, se tornou o mais novo brasileiro em uma Copa desde Ronaldo. Ele conquistou sua vaga com apenas 15 minutos de ação em um amistoso decisivo. Sua velocidade e versatilidadeprenderam a atenção da comissão técnica.

Durante o torneio, Rayan aproveitou uma lesão de Raphinha para ganhar minutos. Ele começou como titular contra a Escócia e deu uma assistência na vitória. Embora não tenha desequilibrado sozinho, mostrou qualidades importantes como pressingem bola parada e força física.

Endrick, por sua vez, é o mais velho do trio citado, com 20 anos. Ele começou com tudo na seleção, marcando gols em seus primeiros jogos em 2024. Na Copa, porém, atuou em todas as partidas saindo do banco e teve uma atuação mais discreta. Uma boa chance criada por Vinicius Junior na eliminação não foi convertida.

De volta ao Real Madrid, agora sob o comando de José Mourinho, Endrick tem uma oportunidade de ouro. A saída do concorrente Gonzalo Garcia pode abrir mais espaço para ele no time espanhol. É a chance perfeita para mostrar serviço diretamente ao técnico da seleção.

Novos nomes em destaque no radar

Ancelotti também comentou sobre a formação de talentos no Brasil. Ele observa que muitos jovens saem cedo demais e acabam sem espaço para evoluir na Europa. O ideal, na visão dele, seria que esses jogadores ficassem um pouco mais no país para ganhar rodagem.

Um nome específico que entrou na conversa foi o do zagueiro Vitor Reis. Vendido pelo Palmeiras ao Manchester City por uma quantia recorde, ele não se firmou no time inglês. Emprestado ao Girona, da Espanha, ele se destacou e foi um dos melhores sub‑20 da La Liga.

Seu bom desempenho garantiu o retorno ao City para a próxima temporada. Ele até foi convocado para um amistoso, mas não entrou em campo. A expectativa é que, com mais regularidade, ele se fortaleça como uma opção para a defesa brasileira.

A renovação no gol

O técnico também enxerga potencial na nova geração de goleiros. Os três arqueiros da última Copa já estão acima dos 30 anos. Alisson tem 33, Ederson 32 e Weverton 38. É um setor que naturalmente demandará renovação nos próximos anos.

Ancelotti evitou citar nomes, mas afirmou que há jovens no Brasileirão mostrando qualidade para a seleção. Até agora, entre os convocados por ele, apenas Hugo Souza, do Corinthians, atua no futebol brasileiro. Ele era cotado para a Copa, mas ficou de fora em favor da experiência de Weverton.

Outros nomes que podem surgir nesse ciclo são Gabriel Brazão, do Santos, e Andrew Ventura, do Flamengo, ambos com 25 anos. Também há jovens como Pedro Morisco, do Coritiba, e Matheus Donelli, que atua nos Emirados Árabes. A porta para uma nova era no gol brasileiro está começando a se abrir.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.