O atacante Kaio César terá um encontro marcado com a Justiça Desportiva nesta quinta-feira. O julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva ocorre por causa de um lance polêmico no jogo entre Bahia e Corinthians. O incidente aconteceu logo após o apito que marcou o fim do primeiro tempo.
A Procuradoria do órgão viu nas imagens uma conduta considerada hostil. Kaio César teria avançado na direção do jogador Alejo Véliz, do Corinthians, e caído no gramado após o contato. O árbitro Ramon Abatti Abel, no entanto, não aplicou nenhum cartão na ocasião.
O jogador foi denunciado com base em um artigo específico do código disciplinar. A acusação se encaixa na regra que pune empurrões contra adversários fora de uma disputa pela bola. A punição prevista para esse tipo de infração pode ser uma suspensão de uma a três partidas.
O caminho do processo
O caso será analisado pela 4ª Comissão Disciplinar do STJD. O relator designado para o processo é o auditor Gustavo Vaughn. É importante notar que a Procuradoria optou por um caminho mais brando na denúncia.
Eles entenderam que as imagens mostram hostilidade, mas não um golpe claro. Por isso, Kaio César não foi acusado de agressão física, uma infração mais grave. O tumulto também não foi anotado na súmula oficial da partida pelo árbitro.
Se for condenado, o atacante terá o direito de recorrer da decisão. O recurso seria dirigido ao Pleno do STJD, instância máxima do tribunal. Toda essa movimentação serve para garantir o direito de defesa e o cumprimento correto das regras do jogo.
As consequências imediatas
Uma dúvida comum nesses casos é se o jogador pode entrar em campo logo depois do julgamento. A resposta é sim. Kaio César está liberado para atuar pelo Corinthians contra o Athletico-PR nesta quinta à noite.
Isso acontece por causa de uma regra do código de justiça. Os efeitos de uma eventual punição só começam a valer no dia seguinte à decisão. Portanto, qualquer suspensão decidida de manhã só seria cumprida a partir de sexta-feira.
Caso seja suspenso, ele começaria a cumprir a pena no próximo jogo do time no Brasileirão. O Corinthians enfrenta o Red Bull Bragantino fora de casa no dia 9 de agosto. Até lá, a equipe terá que se planejar sem o atacante em campo.
Outros envolvidos no caso
A história não envolve apenas o atacante. Os dois clubes, Corinthians e Bahia, também foram denunciados no mesmo processo. A acusação contra eles é de participação em um conflito ou tumulto durante a partida.
A punição para os clubes, nesse caso, é normalmente uma multa em dinheiro. O valor pode chegar a vinte mil reais, conforme prevê o regulamento. Essa é uma forma de responsabilizar as agremiações pela conduta geral de seu grupo.
O árbitro Ramon Abatti Abel também responderá por sua atuação no lance. Ele foi denunciado por não ter registrado o incidente de forma adequada na súmula do jogo. A função da súmula é justamente documentar todos os eventos importantes da partida.
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