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Você entra no saguão do aeroporto e vê a movimentação de sempre. Passageiros apressados, famílias se despedindo, aquela energia típica de um lugar de partidas e chegadas. Por quase quatro décadas, Eliomar de Lima fez desse cenário o seu escritório. Mais do que um repórter, ele se tornou os olhos e os ouvidos da cidade a partir dali, transformando o trivial do dia a dia em histórias que conectavam Fortaleza.

Sua trajetoria começou nas redações, é claro. Com formação em jornalismo pela UFC e o sangue de radialista, ele construiu uma carreira sólida em veículos importantes do Ceará. Passou pelo tradicional jornal O POVO, onde atuou por trinta e oito anos, e também pelas telas da TV Cidade, TV Ceará e TV Diário. Sua voz e sua escrita percorreram diversos caminhos para chegar até o público.

Essa longa estrada foi marcada por coberturas históricas. Ele integrou, por exemplo, a equipe de reportagem que venceu o Prêmio Esso pelo caso do furto ao Banco Central de Fortaleza, um dos maiores do país. A precisão e a coragem em buscar a informação sempre guiaram seu trabalho, qualidade que lhe rendeu reconhecimentos como o título de Amigo da Defensoria Pública do Ceará.

Mas talvez seu legado mais carismático tenha sido a Coluna do Aeroporto. Era nesse espaço que Eliomar capturava o pulsar da cidade. As novidades do poder, os bastidores da política, os causos pitorescos e os personagens que faziam Fortaleza única. A coluna era um ponto de encontro diário no jornal, misturando notícia e leveza com um olhar apurado.

Sua assinatura também esteve na Coluna Vertical, outro espaço de grande influência. E no rádio, sua voz natural encontrou um lar na Rádio O POVO/CBN, completando a missão de informar com agilidade. O rádio sempre foi um canal de conversa direta, e ele soube usar isso como ninguém, criando uma relação de proximidade com quem escutava.

Essa conexão só se ampliou com o tempo. Hoje, já aposentado das redações tradicionais, ele mantém o blogdoeliomar.com e segue com um time diário em nove emissoras do interior do estado. Leva notícias, análises e um pedaço de Fortaleza para cidades do Ceará interiorano, mostrando que boa comunicação não tem fronteiras.

A transição para o mundo digital foi natural. O blog se tornou sua nova praça, onde a liberdade para abordar os assuntos é total. O formato permite um aprofundamento diferente, mas sem perder a linguagem clara e acessível que sempre defendeu. É o mesmo jornalista, adaptando seu ofício aos novos tempos.

Falar para tantas rádios exige uma sintonia fina com cada região. Ele sabe que o que importa em uma cidade pode ser diferente em outra, e ajusta o conteúdo com sensibilidade. Essa versatilidade é fruto da experiência e do respeito pelo público, que sempre foi sua maior bússola.

A história de Eliomar de Lima se confunde com a própria história do jornalismo cearense nas últimas décadas. Das máquinas de escrever aos blogs e podcasts, ele testemunhou e se adaptou a todas as mudanças. Seu trabalho é um registro vivo de como contar boas histórias permanece no centro de tudo, independente do meio.

Olhando para trás, vemos um profissional que nunca perdeu o prazer na apuração. Cada coluna, cada reportagem, cada comentário no rádio carrega essa marca. É a paixão pelo fato, pela verdade bem contada, que mantém a relevância de um comunicador mesmo depois de tantos anos.

E assim, sua voz continua no ar, diariamente. Cruzando estradas e alcançando lares, ele prova que o jornalismo é, antes de tudo, um serviço. Um compromisso com as pessoas e com o seu tempo, feito com a seriedade de quem sabe o valor de uma informação precisa e a leveza de quem conhece o poder de uma boa conversa.

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