Um novo documentário da BBC trouxe à tona acusações graves contra o astro Jared Leto. As alegações envolvem conduta sexual criminosa com adolescentes. O especial reúne relatos de dez mulheres, com quatro casos principais entre 2002 e 2016.
Os depoimentos mostram um padrão perturbador de abordagem a jovens fãs. As histórias se repetem em diferentes cidades e anos. O período abrange o auge da fama do cantor e ator.
As vítimas eram mulheres com idades entre 14 e 19 anos na época dos fatos. A diferença de idade com Leto, que tinha entre 30 e 40 anos, é um ponto crucial. A investigação jornalística durou vários meses.
### Relatos detalham encontros perturbadores
Uma mulher descreve um encontro sexual na casa de Leto na Califórnia. Ela tinha apenas 17 anos, enquanto ele estava com 34. A idade de consentimento no estado é 18 anos, configurando estupro de vulnerável.
Ela revela que o artista pedia para ser chamado de “papai”. A dinâmica incluía fingir ser uma “garotinha”. A vítima só compreendeu a gravidade anos depois do ocorrido.
O documentário mostra seu relato sobre a falta de remorso do astro. A jovem sentiu que a diferença de idade não era uma preocupação para ele. O caso é um dos mais detalhados da investigação.
### Caso em Las Vegas envolve agressão física
Outra acusação vem de 2002, também envolvendo uma adolescente de 17 anos. O episódio ocorreu no banheiro de um motel em Las Vegas. A vítima descreve uma abordagem súbita e violenta.
Leto teria aberto a cortina do chuveiro e começado a beijá-la à força. Em seguida, ele forçou a mão dela para masturbá-lo. O relato mostra pouca conversa durante a agressão.
A situação deixou a jovem em estado de choque. O documentário traz a narrativa em primeira pessoa. O episódio é tratado como agressão sexual pelas fontes consultadas.
### Comportamento nos bastidores assusta fãs
Uma fã chamada Taylor tinha 14 anos quando conheceu Leto em 2005. Ela pediu um autógrafo em um festival de música. O cantor assinou sua camiseta na altura do peito e fez um comentário inadequado.
Ele disse “você tem belos seios” para a adolescente. Leto então ordenou a um segurança que a levasse aos bastidores. O convite foi feito sem perguntar se ela queria ou não.
A mãe da garota confrontou o artista sobre a atitude inadequada. Sua resposta manteve o tom de assédio. Ele apenas repetiu o elogio constrangedor, mostrando total descaso.
### Estratégias de manipulação e intimidação
Uma ex-modelo de 19 anos mentiu ter 17 para tentar se proteger. Isso ocorreu durante um encontro com Leto em Londres, em 2013. A resposta dele ignorou completamente os limites legais.
Ele disse que “idade é apenas um número” para justificar sua conduta. O artista ainda usou o fato de estarem na Europa como pretexto. A jovem foi levada a um quarto de hotel escuro.
Ela pediu dinheiro para taxi e um carregador para ir embora. Leto negou os pedidos e a ameaçou de agressão sexual durante a noite. O clima de medo a fez sair do local imediatamente.
### Cultura de silêncio envolve os casos
A BBC corroborou relatos com amigos, familiares e evidências da época. Mensagens e fotos ajudaram a compor a linha do tempo. Dois ex-funcionários da banda confirmaram o clima nos bastidores.
Eles disseram que todos achavam a diferença de idade muito grande. Leto tinha o hábito de convidar adolescentes para os camarins. O comportamento era conhecido no círculo próximo.
Uma quarta vítima teria sido aliciada aos 16 anos por telefone. Ela recebeu um acordo de confidencialidade para silenciar o caso. A jovem se recusou a assinar o documento legal.
### A falta de resposta às acusações
A equipe do artista ignorou todos os pedidos de comentário. A produção do documentário fez tentativas repetidas de contato. Jared Leto não respondeu a nenhuma das alegações apresentadas.
A postura contrasta com a gravidade dos depoimentos coletados. As histórias mostram um padrão que se repetiu por mais de uma década. O documentário busca amplificar vozes que ficaram abafadas.
O silêncio atual mantém as dúvidas sobre os próximos passos. As vítimas seguem com suas vidas, mas carregam as marcas. A discussão sobre poder e abuso na indústria continua aberta.
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