Uma conversa entre dirigentes partidários em Brasília pode definir os rumos da eleição no Ceará. O cenário envolve uma federação partidária, acordos que não saíram do papel e a possibilidade real de mudanças nas chapas majoritárias. Tudo começou com uma reunião nesta terça-feira, mas as consequências devem ecoar por todo o estado.
O presidente estadual do União Brasil no Ceará, deputado federal Moses Rodrigues, sentou-se com Antônio Rueda, presidente nacional da Federação União Progressista. A UPb reúne União Brasil e PSDB em uma aliança formal. O clima, no entanto, não era de celebração. Moses foi direto ao ponto, citando a legislação que rege os partidos políticos.
Ele lembrou o artigo 11-A da Lei dos Partidos Políticos. Esse trecho da lei estabelece que o presidente estadual de uma legenda federada tem poder de veto. Basta sua oposição formal para desfazer o acordo no âmbito do estado. Moses também mencionou as regras de fidelidade partidária, que se aplicam às federações.
O cerne do impasse
O motivo do descontentamento é claro e prático. Havia um acordo prévio para que o União Brasil lançasse Roberto Cláudio como candidato a deputado federal. Esse plano, segundo Moses, não foi cumprido. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
Esse descumprimento leva a uma consequência imediata. Moses Rodrigues não concorda com o apoio da federação à candidatura de Ciro Gomes, do PSDB, ao Governo do Ceará. Para ele, um lado da aliança não honrou o combinado. Isso cria um impasse que precisa ser resolvido.
A decisão final agora está nas mãos da direção nacional do União Brasil. Eles precisarão pesar a manutenção da federação com o PSDB contra a insatisfação de sua liderança estadual. O resultado vai muito além de uma discussão interna.
As consequências práticas
Se a federação for desfeita apenas no Ceará, o impacto eleitoral será significativo. Ciro Gomes, candidato ao governo pelo PSDB, pode perder seu vice na chapa. O nome é Capitão Wagner, que pertence justamente ao União Brasil.
Além do vice, Ciro também corre o risco de ficar sem seu candidato ao Senado pela mesma coligação. A aliança se desfaz por completo nesse cenário. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
Capitão Wagner, por sua vez, também enfrenta um problema concreto. Ele pode ficar sem legenda para disputar o pleito. Essa situação deixa todos os envolvidos em um limbo político, com a necessidade de buscar novas composições em tempo hábil. O eleitor cearense acompanha atento, pois a disputa pode mudar de figura completamente.
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