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Michelle quer novo encontro com Moraes para pedir domiciliar a Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro busca um novo encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O objetivo é um pedido pessoal: que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra sua pena em regime domiciliar. Aliados da família afirmam que Michelle quer explicar diretamente ao magistrado os riscos que a prisão representa para a saúde do marido.

Ela pretende detalhar a preocupação com a broncoaspiração, um risco grave durante as noites. O problema está ligado aos soluços crônicos que Bolsonaro enfrenta desde o atentado sofrido em 2018. Segundo sua equipe médica, o episódio recente poderia ter sido fatal se o socorro demorasse apenas uma hora a mais.

O ex-presidente segue internado com um quadro de broncopneumonia bacteriana. A condição foi causada justamente pela aspiração de vômito durante esses soluços. Embora os últimos boletins apontem melhora nos pulmões, ainda não há uma data definida para sua alta hospitalar.

A defesa e os apelos familiares

Além de Michelle, o senador Flávio Bolsonaro também se reuniu com o ministro Moraes. O encontro aconteceu na noite de terça-feira, acompanhado pelo advogado Paulo Cunha Bueno. Flávio classificou a conversa como objetiva, focada em expor os fundamentos do pedido de prisão domiciliar.

O filho do ex-presidente argumentou que a saúde de Jair Bolsonaro tende a piorar se ele permanecer no quartel da Polícia Militar. O local fica ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa formalizou um novo pedido ao STF, alegando um agravamento clínico nas últimas semanas.

Os advogados sustentam que a estrutura da Papudinha é incompatível com a preservação de sua saúde. Eles alertam para o risco de intercorrências fatais, citando a internação de emergência como prova da fragilidade do paciente. O pedido é classificado como humanitário e urgente.

O cenário no Supremo Tribunal Federal

A nova internação reacendeu articulações dentro do STF para que Moraes autorize a transferência para casa. Pelo menos dois ministros próximos a ele estão envolvidos nesse esforço de convencimento. Esse movimento começou ainda no ano passado, ganhando força com o recente agravamento do quadro.

Michelle já havia se encontrado com o ministro em janeiro. Na ocasião, ela questionou por que não era concedido ao marido o mesmo benefício dado ao ex-presidente Fernando Collor. Moraes explicou que o caso de Collor envolve diagnóstico de Parkinson e alto risco de quedas.

A situação permanece em análise, com a saúde do ex-presidente como ponto central do debate. A decisão final caberá ao ministro relator do processo, que avalia os argumentos médicos e jurídicos apresentados. O desfecho é aguardado por aliados e pela defesa, que seguirm acompanhando diariamente a evolução clínica.

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