Você sempre atualizado

CPMI do INSS convoca Zettel, ex-noiva de Vorcaro e ex-diretores do Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o INSS decidiu ouvir novas pessoas esta semana. Os convocados têm ligação direta com o esquema de empréstimos consignados investigado. O foco está em entender como funcionavam os descontos ilegais em benefícios previdenciários.

A lista inclui familiares e ex-altos funcionários do Banco Master. Essa instituição foi liquidada pelo Banco Central no ano passado. A ideia é que eles ajudem a desvendar a rede por trás das fraudes. As informações podem esclarecer como o dinheiro dos aposentados era desviado.

O objetivo é mapear toda a cadeia, desde os bancos até as associações envolvidas. Os depoimentos devem conectar pontos importantes sobre a operação. Tudo isso para entender um prejuízo que atingiu milhares de brasileiros.

Quem são os convocados ligados ao Banco Master?

Entre os chamados estão o cunhado e a ex-noiva de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. Fabiano Campos Zettel, casado com a irmã de Vorcaro, foi preso na operação Compliance Zero. A PF o aponta como um operador financeiro do esquema do banqueiro.

Martha Graeff, que rompeu o noivado com Vorcaro, também foi convocada. Ela poderá detalhar o contexto de reuniões privadas e a identidade de pessoas do círculo íntimo do empresário. Seu testemunho pode iluminar conversas que foram interceptadas pela polícia.

A comissão ainda quer ouvir dois ex-diretores do Master. Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Luiz Antônio Bul ocupavam cargos estratégicos. Eles podem explicar o controle interno do banco e sua possível falha em evitar as irregularidades.

O que os ex-diretores podem esclarecer?

Ângelo Antônio passou por diretorias no Master e em outras empresas do grupo. Os parlamentares acreditam que ele tem detalhes sobre a participação do banco nas fraudes. O foco está nos mecanismos de concessão de empréstimos com descontos irregulares.

Luiz Antônio Bul era responsável por áreas como Risco e Compliance. Esses setores são vitais para a governança e para impedir esse tipo de ilicitude. Seu depoimento deve tratar da responsabilidade institucional pelos prejuízos causados.

A pergunta central é como as regras do Banco Central foram ignoradas. Eles devem explicar os processos que permitiram os descontos não autorizados. A comissão busca entender se houve conivência ou falha grave na administração.

Quem mais deve depor na CPI?

Outros nomes foram incluídos na lista de convocados. Um deles é Marcos de Brito Campos Júnior, ex-superintendente do INSS no Nordeste. Ele é suspeito de ter viabilizado operacionalmente os lançamentos indevidos nos benefícios.

Também foram chamados Lucineide dos Santos Oliveira, de uma associação de aposentados, e João Vitor da Silva, de uma empresa de consultoria. Eles representam o elo final do esquema, o contato direto com os beneficiários.

Mauro Caputti Mattosinho e Renato de Matteo Reginatto completam a relação. A CPI espera que eles fechem o quebra-cabeça da operação. O objetivo é mostrar cada passo, desde a captação até o desconto irregular na folha.

E quem não precisará comparecer?

Os parlamentares rejeitaram quatro pedidos de convocação. Isso significa que algumas pessoas investigadas não darão depoimento por enquanto. A lista de excluídos tem nomes como o presidente da holding J&F.

Também ficaram de fora uma empresária, uma publicitária e um ex-funcionário do chamado "Careca do INSS". A comissão entendeu que, no momento, as informações dessas pessoas não são urgentes. O trabalho segue com os depoimentos já agendados.

A investigação continua para apurar todos os responsáveis. O caminho é reconstruir minuciosamente cada etapa do esquema. A população aguarda respostas sobre como seu dinheiro foi parar em mãos erradas.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.