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Simone Tebet anuncia candidatura ao Senado por SP nas eleições de 2026

A ministra Simone Tebet confirmou que vai trocar o cargo no governo federal por uma campanha eleitoral. Ela anunciou a decisão de concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A saída do Ministério do Planejamento deve acontecer até o final de março.

A informação foi dada a jornalistas durante um fórum com secretários estaduais em Campo Grande. A mudança tem tudo a ver com os preparativos para a disputa que se aproxima. Tebet ainda não tem uma data oficial para deixar o governo, mas o plano já está traçado.

A escolha de São Paulo como base eleitoral não foi aleatória. A ministra destacou suas ligações pessoais e políticas com o estado. Ela lembrou que fez mestrado lá e que foi em São Paulo que obteve uma grande projeção na política nacional.

Conversas com Lula e Alckmin

A possibilidade dessa candidatura foi discutida diretamente com o presidente Lula e com o vice, Geraldo Alckmin. O assunto surgiu numa conversa informal durante uma viagem ao Panamá no final de janeiro. Foi o próprio presidente quem sugeriu a ideia a Tebet.

O pedido formal, no entanto, veio alguns dias depois, no início de fevereiro. A ministra recebeu o convite após falar também com Alckmin. Mesmo assim, ela não deu uma resposta imediata. Precisava consultar e contar com o apoio de sua família, especialmente de sua mãe.

Ela explicou que a mãe tinha a expectativa de tê-la de volta em casa, mais próxima. Depois de uma conversa, recebeu a bênção familiar para seguir com o novo desafio. A decisão, segundo ela, foi tomada com tranquilidade e sentido de missão.

Uma trajetória de pioneirismos

Simone Tebet vem de uma família com tradição na política. Filha de Ramez Tebet, ex-governador e senador, ela construiu sua própria carreira. Professora universitária e mestre em Direito, ela se filiou ao MDB nos anos 1990.

Seu caminho começou como deputada estadual em Mato Grosso do Sul. Ela se tornou a primeira prefeita eleita de sua cidade natal, Três Lagoas, em 2004. Foi reeleita para o cargo antes de assumir a vice-governadoria do estado.

Eleita senadora em 2014, ganhou destaque em episódios marcantes. Integrou a comissão que analisou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, votando a favor do afastamento. Anos depois, se tornou a primeira mulher a presidir a importante CCJ do Senado.

Do terceiro lugar à chave do governo

Nas eleições de 2022, Tebet foi candidata à Presidência pelo MDB. Ela ficou em terceiro lugar, com quase cinco milhões de votos. Um dado chamou sua atenção: mais de um terço desses votos veio justamente do estado de São Paulo.

No segundo turno, seu apoio a Lula foi considerado um movimento crucial. A decisão ajudou a formar a coalizão que garantiu a vitória do atual presidente. Após as eleições, ela participou da equipe de transição e depois assumiu o Ministério do Planejamento.

Agora, ela se prepara para um novo capítulo. Ainda não está definido se permanecerá no MDB ou se migrará para o PSB, partido do vice Alckmin. O que ela deixa claro é a intenção de cumprir o que chama de uma missão política. O cenário paulista aguarda a chegada dessa nova concorrente.

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