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Adolescente acusado de participar de estupro coletivo no RJ é apreendido

A polícia do Rio de Janeiro concluiu um capítulo importante na investigação de um caso que chocou o país. Nesta sexta-feira, o adolescente de 17 anos, apontado como principal envolvido, foi apreendido. Ele é acusado de participar do estupro coletivo contra uma jovem da mesma idade, ocorrido em janeiro, em Copacabana.

Com a prisão deste quinto suspeito, as autoridades acreditam ter fechado o cerco em torno do crime. O delegado responsável pelo caso descreveu o adolescente como a "mente" por trás da ação. De acordo com os depoimentos, ele mantinha um relacionamento com a vítima e foi quem a levou até o local do crime.

O adolescente se apresentou espontaneamente em uma delegacia da Baixada Fluminense. Sua prisão foi determinada pela Justiça um dia antes. Antes de se entregar, a polícia realizou buscas em endereços ligados a ele, mas não o encontrou. Agora, todos os cinco acusados estão sob custódia das autoridades.

A prisão dos outros envolvidos

Os outros quatro homens acusados já estavam presos desde o início da semana. Dois deles foram detidos em ações policiais, enquanto os outros dois também optaram por se entregar, assim como o adolescente. As defesas de alguns já se manifestaram, negando a participação de seus clientes nos fatos.

Um dos advogados argumentou que seu cliente, embora estivesse no apartamento, não participou do estupro. Outra defesa questionou informações divulgadas pela polícia sobre lesões na vítima. Os representantes legais de outros dois acusados não foram localizados para comentar o caso.

Os quatro homens, por serem maiores de idade, responderão criminalmente pelo estupro. O adolescente, por sua vez, responderá por um ato infracional equivalente ao mesmo crime. O processo seguirá agora suas tramitações legais dentro da Justiça.

Tensões durante a investigação

A busca pela prisão do adolescente gerou atritos públicos entre a Polícia Civil e o Tribunal de Justiça do Rio. O delegado responsável havia criticado a demora na expedição do mandado. Ele afirmou que a espera prejudicava a investigação e levantou a preocupação com a possível destruição de provas digitais.

Houve ainda relatos de que o adolescente, durante a semana, teria feito ameaças contra familiares da vítima. O Tribunal de Justiça, por sua vez, emitiu uma nota apontando supostos erros processuais da polícia. Segundo o TJ, esses equívocos poderiam até anular o processo.

A polícia rebateu as críticas, negando qualquer irregularidade. A instituição afirmou que a distribuição correta dos processos é uma responsabilidade do próprio sistema do tribunal. O impasse burocrático, felizmente, não impediu a finalização desta etapa das buscas.

A investigação de um possível caso anterior

As apurações podem revelar um padrão ainda mais grave. A polícia investiga agora um outro suposto estupro coletivo, que teria acontecido no ano passado. De acordo com o delegado, a dinâmica seria muito semelhante, com o mesmo adolescente atuando como o principal articulador.

Na ocasião, tanto ele quanto a suposta vítima teriam apenas 14 anos. A jovem, que mantinha um relacionamento com o suspeito, teria sido atraída para um apartamento onde outros homens já estavam. Um dos adultos presos nesta semana também é mencionado neste inquérito mais antigo.

A mãe da jovem prestou depoimento afirmando que o crime teria sido filmado. A filha só encontrou coragem para revelar o trauma após ver a repercussão do caso recente de Copacabana. A descoberta desse possível caso anterior mostra como a violência pode permanecer encoberta por tanto tempo.

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