FIEC e Casa dos Ventos garantem energia 100% renovável e compensação de carbono na Feira da Indústria
Imagine um grande evento, daqueles que reúnem centenas de empresas e milhares de visitantes. Toda essa movimentação consome energia e gera uma pegada ambiental, não é mesmo? Pois a próxima Feira da Indústria do Ceará está fazendo algo diferente para mudar essa realidade. Ela será um marco de sustentabilidade, mostrando que é possível aliar desenvolvimento econômico e cuidado com o planeta.
Nos dias 9 e 10 de março, o Centro de Eventos do Ceará vai pulsar com negócios e inovação. Mas a grande novidade está por trás das tomadas e dos geradores. Toda a energia elétrica que alimentará os estandes e a iluminação terá origem comprovadamente limpa. Esse cuidado transforma a feira em um exemplo prático de como a indústria pode evoluir.
A iniciativa é uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Ceará e a empresa de energia renovável Casa dos Ventos. O objetivo é duplo: garantir que a eletricidade venha de fontes renováveis e compensar todas as emissões de carbono geradas. É um passo concreto para reduzir o impacto ambiental de um evento desse porte, indo além do discurso.
### Como funciona a energia verde do evento
Para certificar a origem da energia, será utilizado um sistema internacional chamado I-REC. Ele funciona como um certificado de garantia. Para cada megawatt-hora consumido nos dias da feira, um equivalente será injetado na rede nacional a partir de fontes como parques eólicos ou solares. É uma forma rastreável de assegurar que o consumo não vem de termelétricas a carvão ou gás.
Na prática, se os equipamentos da feira gastarem, digamos, a energia que dez casas consomem em um mês, a certificação garante que essa mesma quantidade foi produzida pelo vento ou pelo sol. Esse mecanismo é cada vez mais adotado por empresas que buscam transparência em sua transição energética. É uma maneira eficaz de apoiar o crescimento da matriz renovável no país.
Assim, os participantes podem ter a certeza de que sua presença no evento está apoiada por uma estrutura consciente. A energia que move os negócios e as ideias ali apresentadas carrega um significado a mais. Ela representa um futuro possível para a indústria, mais limpo e tecnológico.
### A compensação completa da pegada de carbono
Além da energia limpa, há outro front de ação: a neutralização das emissões de carbono. Toda atividade humana gera esses gases, e um evento grande não fica de fora. A organização fará um levantamento minucioso de todas as fontes, com um foco especial em um detalhe muitas vezes esquecido: o deslocamento do público.
Isso significa que as emissões dos carros, ônibus e outros transportes que as pessoas usarem para chegar ao local também entrarão na conta. A partir desse cálculo total, será definida a quantidade de créditos de carbono necessária para equilibrar a balança ambiental. Cada crédito representa uma tonelada de gás carbônico que deixou de ser lançada na atmosfera.
Os créditos que serão comprados para essa compensação não virão de qualquer lugar. Eles são originados do parque eólico Rio do Vento, da própria Casa dos Ventos. Ou seja, a mesma empresa que ajuda a fornecer energia limpa também fornece os instrumentos para neutralizar o que não pode ser evitado. É um ciclo completo de sustentabilidade.
### Um impulso para a indústria sustentável no estado
Essa não é uma ação isolada. Ela se integra a uma estratégia maior de estimular uma cultura de responsabilidade ambiental no setor industrial cearense. A feira em si será um palco para essa conversa, reunindo especialistas e soluções tecnológicas que discutem justamente desenvolvimento econômico com responsabilidade social e ambiental.
Os visitantes encontrarão estandes multissetoriais, palestras e desfiles que mostram as últimas tendências. O contexto, porém, é novo: todas essas atrações acontecerão sob o guarda-chuva de um evento carbono neutro e abastecido por energia renovável. Isso dá um peso diferente às discussões e aos negócios que serão fechados ali.
A iniciativa serve como um caso real, um exemplo a ser observado e replicado. Demonstra que a chamada “indústria verde” não é um conceito distante, mas um caminho viável e em implantação. É um convite para que outras empresas e entidades reflitam sobre seus próprios processos e eventos, buscando reduzir seu impacto de forma mensurável e transparente.
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