A semana trouxe um cenário de luto e destruição para cidades de Minas Gerais. O temporal que atingiu a Zona da Mata mineira deixou um rastro de dor, com famílias inteiras despedaçadas. A contagem de vítimas, infelizmente, não para de subir, refletindo a força brutal da natureza.
Em Juiz de Fora e Ubá, a terra e a água se transformaram em uma força incontrolável. Deslizamentos e enxurradas surpreenderam moradores durante a noite, sem dar chance de reação. Agora, comunidades tentam se reerguer em meio à lama e à perda.
O número oficial já chegou a 68 pessoas mortas, conforme a Polícia Civil. Entre elas, histórias de vidas interrompidas de forma abrupta e trágica. Cada nome por trás desses números representa uma família em prantos, uma rotina que nunca mais será a mesma.
A dor tem nome e sobrenome
Dentro dessa estatística devastadora, um dado corta o coração: onze crianças perderam a vida. Todas as mortes de menores ocorreram em Juiz de Fora, vítimas dos soterramentos. As idades variam de dois a onze anos, um futuro promissor interrompido em questão de minutos.
Bernardo, de 11 anos, era aluno do 7º ano. Ele estudava no Colégio de Aplicação João XXIII, ligado à universidade federal. Sua mãe e irmã, que estava com ele, sobreviveram com ferimentos e se recuperam no hospital. A tragédia invade os corredores escolares, que agora estão em silêncio.
A Escola Estadual Batista de Oliveira também chora a perda de três estudantes. Kalleb, Ramon e Joyce são nomes que os colegas e professores não vão esquecer. As aulas foram suspensas, um tempo necessário para que a comunidade escolar tente processar uma dor tão grande.
A extensão da tragédia
A maioria das vítimas, contudo, eram adultos. Pelo menos 33 pessoas com mais de 18 anos morreram na enchente e nos deslizamentos. O temporal também foi implacável com os mais velhos, ceifando a vida de 19 idosos com idade entre 60 e 79 anos.
Três adolescentes também estão entre os mortos, completando um panorama de perdas que atinge todas as gerações. Das 68 vítimas, 35 são mulheres e 33 homens. A grande concentração está em Juiz de Fora, com 62 mortos, enquanto Ubá registrou seis óbitos.
A operação de resgate foi intensa. Os bombeiros encontraram 64 dos corpos durante as buscas nos escombros. Outras quatro vítimas foram inicialmente socorridas com vida, mas não resistiram aos ferimentos e morreram posteriormente nas unidades de saúde.
A situação atual das cidades
A busca pela vida continua, mesmo com poucas esperanças. Cinco pessoas ainda estão desaparecidas, três em Juiz de Fora e duas em Ubá. As equipes concentram esforços nos bairros mais castigados, como Paineiras, JK e Linhares.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. Paralelamente, o trabalho de identificação avança. A maioria dos corpos já foi liberada para os familiares, um passo doloroso, mas necessário para os ritos de despedida.
O drama, porém, não se limita às mortes. Milhares de pessoas perderam tudo. Só em Juiz de Fora, mais de 4.200 moradores estão desabrigados ou desalojados. Em Ubá, outras 632 pessoas enfrentam a mesma situação de desamparo total.
A cidade de Cataguases também sofreu com a força das águas. Os rios Pomba e Meia Pataca transbordaram, causando novos estragos. Registros de deslizamentos e pessoas ilhadas em suas próprias casas mostram que a emergência ainda não acabou.
Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira. A reconstrução dessas cidades será longa, exigindo apoio constante. Enquanto isso, o luto se instala, e a solidariedade se torna o único conforto para quem perdeu familiares, amigos e seu lar.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.