Os temporais que castigam a Zona da Mata mineira deixaram um rastro de dor e destruição. Dezenas de vidas foram perdidas e famílias inteiras ainda aguardam notícias de desaparecidos. Enquanto comunidades lutam contra a lama e os deslizamentos, um dado chama a atenção: os recursos estaduais para enfrentar justamente esse tipo de tragédia encolheram drasticamente.
Os números, disponíveis para qualquer cidadão consultar, mostram uma redução expressiva nos investimentos. Em 2023, o governo de Minas Gerais destinou cerca de 134 milhões de reais para ações de combate e resposta aos danos das chuvas. Esse valor caiu para 41 milhões no ano passado e despencou para menos de 6 milhões em 2025.
Neste ano, durante dois meses críticos, a verba aplicada foi de apenas dezesseis mil e cem reais. Essa drástica diminuição ocorre em um setor vital, que engloba desde a gestão de desastres até o atendimento emergencial à população. São recursos que deveriam fortalecer a prevenção e a resposta rápida a eventos climáticos extremos.
Juiz de Fora se tornou um dos epicentros da tragédia, com um grande número de vítimas. A prefeitura não teve alternativa a não ser decretar estado de calamidade pública, uma medida essencial para agilizar a ajuda federal. Outras cidades, como Ubá e Matias Barbosa, também adotaram a mesma decisão diante da escala dos estragos.
O cenário nas localidades atingidas é de completa desolação. Ruas transformaram-se em rios, arrastando tudo o que encontram pela frente. Moradores assistem a casas desmoronando e buscam desesperadamente por vizinhos soterrados. O trabalho de resgate é heroico e ininterrupto, feito por equipes profissionais e voluntários dedicados.
Diante da catástrofe, a administração estadual anunciou o repasse de milhões em recursos emergenciais para as cidades mais afetadas. O governador também determinou o envio de equipes técnicas para mapear as áreas de risco. A prioridade imediata, declarada pelas autoridades, é salvar vidas e prestar todo o socorro necessário.
O governo federal reconheceu a situação de calamidade e mobilizou seus órgãos de apoio. A Defesa Civil Nacional está em alerta máximo e equipes de reforço seguem para a região. Em Juiz de Fora, a determinação foi pela evacuação completa de várias ruas, um processo que envolve centenas de famílias.
Agora, a atenção se volta para a assistência humanitária e a reconstrução. Abrigos precisam ser mantidos, famílias desalojadas requerem suporte e a infraestrutura destruída exige reparos. O caminho até a normalidade será longo e exigirá um esforço coordenado e contínuo de todas as esferas do poder público.
A tragédia colocou em evidência a importância do investimento permanente em prevenção. Recursos para monitoramento de riscos, manutenção de sistemas de drenagem e planejamento urbano não são gastos, são um seguro contra futuras calamidades. A sociedade mineira, mais uma vez, mostra sua resiliência diante da adversidade.
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