Esposa de Cowboy se emociona ao falar sobre denúncias anônimas: “A vida de imigrante já é muito difícil”
A vida da família de Alberto Cowboy, do BBB26, virou alvo de discussões acaloradas nas redes sociais. A esposa do brother, Priscilla Monroy, decidiu se manifestar após uma onda de comentários pedindo a deportação deles dos Estados Unidos. Em um desabafo direto, ela buscou esclarecer a situação e, ao mesmo tempo, chamou a atenção para um problema social muito sério.
Priscilla deixou claro que ela e a filha vivem legalmente no país. Ela é cidadã americana e a criança nasceu lá, o que regulariza completamente sua situação perante a lei. Apesar disso, a terapeuta se mostrou profundamente incomodada com a leveza com que as pessoas tratam o assunto imigração nas redes.
Para ela, brincar com a ideia de denúncia às autoridades migratórias é um ato de grande irresponsabilidade. Essas acusações, mesmo quando infundadas, trivializam um drama real vivido por milhares de pessoas. Muitas famílias imigrantes, de fato, vivem com medo constante de represálias e deportação.
A reação aos ataques nas redes
Priscilla Monroy não poupou palavras ao criticar os internautas que fizeram os comentários. Ela classificou a mobilização para denunciar a família ao ICE, o serviço de imigração norte-americano, como “uma irresponsabilidade sem tamanho”. A terapeuta afirmou que a situação já ultrapassou todos os limites do razoável.
Ela enfatizou que tais atitudes têm consequências na vida real. Por trás de cada mensagem, há uma família que pode ser afetada. Priscilla revelou que já acionou seu departamento jurídico para tomar as providências cabíveis contra esses ataques. A ideia é responsabilizar quem espalha informações falsas e maldosas.
O ponto central da sua fala foi a falta de noção sobre a realidade migratória. Transformar uma acusação grave em uma “brincadeirinha de torcida” banaliza o sofrimento alheio. Esse tipo de comportamento nas redes cria um clima de medo e insegurança que vai muito além de uma tela de celular.
O contexto da vida imigrante nos EUA
No seu desabafo, Priscilla aproveitou para compartilhar um pouco da sua própria jornada. Ela e Alberto Cowboy estão juntos há cerca de três anos e criam a filha dela, de quatro anos. A decisão de morar nos Estados Unidos, como para tantos outros, foi uma busca por novas oportunidades e uma vida melhor.
Ela foi categórica ao dizer: “Eu não vim fugida!”. A terapeuta ressaltou que trabalha e contribui para a sociedade como qualquer outra pessoa no país. A distância da terra natal, da família e dos amigos é um peso carregado diariamente por quem escolhe esse caminho. A imigração, por si só, já é uma experiência desafiadora.
Um dos motivos centrais para a mudança foi o futuro da filha. Priscilla mencionou que a criança requer suportes específicos, que talvez não seriam possíveis de oferecer no Brasil anteriormente. A busca por condições melhores de vida e acesso a tratamentos é uma realidade comum para muitas famílias que decidem recomeçar em outro país.
O impacto real das palavras online
O alerta feito por Priscilla vai muito além da sua situação pessoal. Ela conectou a experiência da sua família ao drama coletivo de milhares de imigrantes. Essas pessoas vivem uma rotina de apreensão, com receio de simples ações cotidianas, como sair de casa, dirigir ou ir ao trabalho.
Falar sobre deportação sem conhecer os fatos não é um jogo inofensivo. É um ato que alimenta a desinformação e o preconceito. A naturalização desse discurso nas redes sociais tem um efeito corrosivo na discussão pública sobre um tema tão sensível e complexo como a imigração.
A história da família de Cowboy serve como um lembrete. As palavras têm peso e as consequências dos comentários online podem se estender para o mundo real. A busca por uma vida digna em outro país é um direito de muitos, e esse processo já é difícil o suficiente sem a crueldade gratuita de estranhos na internet.
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