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Conselheiros de São Paulo pedem demissão de diretores por erro em nova camisa

Um grupo de consalheiros do São Paulo entrou com um pedido oficial que pode abalar a diretoria do clube. Eles querem a demissão por justa causa de dois diretores executivos. O motivo? Uma suposta falha grave na criação do novo uniforme principal.

O documento foi enviado ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres. Os conselheiros alegam que a camisa lançada para 2026 desrespeita uma regra clara do estatuto do clube. A polêmica gira em torno do posicionamento do escudo sobre as listras tradicionais.

Segundo o estatuto, o emblema deve cobrir totalmente as listras horizontais. No modelo novo, isso não teria acontecido. A aprovação desse uniforme, segundo os conselheiros, passou pelas áreas de Marketing e Jurídica em 2025. Os responsáveis à época seguem no cargo.

A acusação formal e seus desdobramentos

O requerimento cita o artigo 157 do estatuto social. A interpretação é de que houve uma violação técnica. Por isso, os consalheiros usaram o artigo 75, que trata de responsabilização. Eles pedem ação imediata da diretoria eleita.

Os nomes citados são Érica Duarte, da área Jurídica, e Eduardo Toni, do Marketing. O pedido é pelo desligamento imediato de ambos. Além disso, querem uma lista de todos envolvidos na aprovação da camisa, para estender a apuração.

O objetivo é apurar responsabilidades de forma ampla. Isso inclui outros funcionários, diretores e até prestadores de serviço. A ideia é que todos que participaram da decisão sejam identificados e responsabilizados.

Antecedentes e o contexto da gestão

O texto dos conselheiros não se limita ao caso do uniforme. Eles lembram um episódio recente que manchou a imagem do clube. O assunto é a venda ilegal do camarote 3A do Morumbi durante um show da Shakira.

Na época, uma sindicância externa foi contratada para investigar o caso. O relatório apontou omissão por parte do diretor de Marketing, Eduardo Toni. O fato gerou prejuízo financeiro e dano à reputação da instituição.

Esse histórico é usado agora para fortalecer o pedido de demissão. Os conselheiros veem um padrão de problemas na gestão das áreas envolvidas. A situação coloca a diretoria em um novo momento de pressão e escrutínio interno.

Os próximos passos da crise institucional

A bola agora está com o presidente do Conselho Deliberativo. Cabe a Olten Ayres analisar o requerimento com atenção. Ele deve verificar se os argumentos têm base estatutária para prosseguir.

Dentro das normas do clube, ele precisará definir os encaminhamentos. Pode convocar reuniões, pedir esclarecimentos ou até arquivar o pedido. Tudo depende da análise técnica e jurídica dos pontos levantados.

O clima é de expectativa dentro da sociedade são-paulina. Decisões como essa podem influenciar a gestão e o planejamento do clube. Enquanto isso, o time segue em campo, mas a atenção também se volta para as salas de reunião.

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