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“É inaceitável”. Filipe Luís esclarece posição sobre ‘caso Prestianni’

O técnico do Flamengo, Filipe Luís, voltou a falar sobre o episódio de racismo que envolve Vinícius Júnior e o argentino Gianluca Prestianni. Ele sentiu a necessidade de fazer novos esclarecimentos públicos. As suas primeiras palavras, dadas na Argentina, geraram confusão e mal-entendidos entre muitos torcedores e observadores. O treinador agora busca deixar sua posição absolutamente clara e inconfundível.

O assunto é extremamente sério e sensível, e Filipe Luís reconhece que a forma inicial como se expressou pode ter causado dúvidas. Ele não quer que sua intenção real fique obscurecida por qualquer ruído de comunicação. Por isso, resolveu reforçar publicamente seu ponto de vista sobre o caso e sobre o combate ao racismo de maneira geral.

A seguir, você confere os detalhes dessa retomada do assunto. Entenda o que foi dito antes, o que mudou e qual é a posição definitiva do treinador rubro-negro sobre esse tema tão importante.

### O esclarecimento necessário

Filipe Luís foi direto ao ponto em sua nova declaração. Ele admitiu que suas primeiras palavras, dadas em um contexto tenso pós-jogo, puderam ser interpretadas de formas diferentes. O técnico destacou a extrema sensibilidade que um caso de racismo exige. Por isso, considerou fundamental voltar ao assunto para eliminar qualquer sombra de ambiguidade.

Ele quis deixar registrado publicamente que sua posição é, e sempre foi, inegociável. Para o treinador, o racismo é um crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países do mundo. Ele classificou a conduta como completamente inaceitável. Esse tipo de atitude, segundo ele, precisa ser combatido e punido de maneira firme e sem hesitações.

O futebol, na visão de Filipe Luís, é um espaço de diversidade e integração por excelência. Esse ambiente não pode e não deve tolerar qualquer forma de discriminação. Ele também reforçou que, antes da partida contra o Lanús, já havia exposto sua visão sobre o episódio específico. Na ocasião, classificou como covarde a atitude do jogador que cobriu a boca para proferir insultos.

### As primeiras declarações e o mal-entendido

Tudo começou após o primeiro jogo da final da Supercopa Sul-Americana, em Buenos Aires. Questionado por jornalistas locais sobre o caso, Filipe Luís fez um elogio à Argentina. Ele disse que sempre foi muito bem tratado no país e que tem apenas boas recordações de sua passagem por lá. Foi nesse momento que usou a expressão “caso isolado”.

Essa escolha de palavras, referindo-se ao episódio envolvendo Prestianni, não foi bem recebida. O treinador afirmou que um incidente só não mudava sua opinião positiva sobre a nação vizinha. No entanto, ele também fez uma ressalva importante sobre o jogador do Benfica. Disse que, se ele realmente proferiu os insultos racistas, terá que pagar por isso.

Apesar dessa ressalva, o tom geral foi considerado cauteloso demais por muita gente. Filipe Luís ponderou que o tema era delicado e complexo. Ele mencionou que a situação se resumia à palavra de um contra o outro e que não cabia a ele julgar. Essa abordagem, vista como excessivamente circunspecta, gerou a onda de interpretações que o levou a se explicar novamente.

### O caso em investigação e os possíveis desdobramentos

O incidente ocorrido em campo está sendo formalmente investigado pela UEFA, a entidade que governa o futebol europeu. Gianluca Prestianni, o jogador argentino do Benfica acusado pelo gesto, já teria prestado depoimento aos investigadores. O desfecho desse processo é aguardado com atenção por todos os envolvidos e pelo mundo do futebol.

De acordo com informações da emissora argentina TyC Sports, a defesa de Prestianni teria um argumento específico. O atleta alegou que cobriu a boca para chamar Vinícius Júnior de “maricón”, um termo ofensivo homofóbico, e não de “mono”, o insulto racista. Essa nuance, no entanto, não torna o ato menos grave perante os regulamentos disciplinares.

Caso seja considerado culpado pela comissão disciplinar da UEFA, o jogador pode enfrentar uma punição severa. As penalidades por atos racistas podem chegar a até dez jogos de suspensão. A decisão final da entidade servirá como um importante precedente no combate a esse tipo de comportamento dentro dos gramados.

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